Antecipar gradualmente o horário de dormir facilita adaptação ao fim do horário de verão

Dica é começar a se preparar desde já para a alteração da rotina.

16/02/2018 | 10:40
Última atualização: 16/02/2018 | 10:12

Foto: Banco de imagens (Pixabay)

“Antecipar gradualmente a hora de dormir, indo para a cama, a cada dia, 15 minutos mais tarde, pode ajudar o corpo a não sentir os efeitos de forma abrupta”. A recomendação é do neurologista do Instituto de Medicina e Sono de Campinas e Piracicaba, Shigueo Yonekura, para quem costuma sentir os efeitos do fim do horário de verão. De acordo com ele, uma das dicas para diminuir os incômodos causados pela alteração é começar a se preparar desde já.

O período termina à meia-noite de sábado (17) e os relógios devem ser atrasados em uma hora. Após quatro meses de vigência da medida, mais uma vez, os brasileiros terão que se adaptar para voltar à rotina e padrão do sono. A boa notícia é que a adaptação ao término da mudança é mais fácil do que o início.

A alteração pode causar certo desconforto, como mal-estar, dificuldade para dormir no horário habitual, irritabilidade e sonolência diurna. O desequilíbrio no organismo pode durar entre três e sete dias. Os problemas ocorrem devido a uma mudança no ritmo circadiano ou biológico.

Apesar do desconforto causado pela mudança, o neurologista afirma que a adaptação ao fim da medida costuma ser mais simples e rápida, em relação ao início. Com os relógios adiantados em uma hora, o organismo sofre mais para acordar sem a luz do dia, que funciona como um despertador. É isso o que torna mais fácil a adaptação ao término do que ao início do horário de verão.

Outra dica para amenizar os efeitos da mudança é evitar bebidas estimulantes, como café e energéticos, e alimentos gordurosos à noite. A alimentação deve ser mais leve no jantar”, recomenda Yonekura, que tem especialização em sono pelo Hospital das Clínicas da USP.

O neurologista comenta que idosos e pessoas que apresentam problemas cardíacos ou pressão alta costumam sentir mais com a alteração. A pressão pode subir ou a arritmia pode ficar mais sintomática. Caso surjam esses sinais e sintomas como sonolência excessiva diurna, ronco, insônia e apneia do sono é importante procurar um médico para uma avaliação adequada.

Piracicaba Digital

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