Ministério público espanhol abre processos contra políticos catalães

Eles são acusados de crimes como rebelião, peculato, insurreição e perturbação da ordem.

30/10/2017 | 17:20
Última atualização: 30/10/2017 | 17:10

O procurador-geral da Espanha, José Manuel Maza, anunciou hoje (30) a abertura de processos contra vários políticos catalães envolvidos na declaração de independência da região. Eles são acusados de crimes como rebelião, peculato, insurreição e perturbação da ordem.

De acordo com Maza, os líderes separatistas atuaram com total desprezo pela Constituição espanhola. Ele determinou uma fiança de seis milhões de euros ao grupo, que tem como principais líderes Carles Puigdemont e Oriol Junqueiras, respectivamente presidente e vice-presidente da Catalunha até a sexta-feira passada (27), quando foram destituídos dos cargos.

Na Bélgica

Ainda como desdobramento da crise, foi anunciado hoje que o ex-presidente catalão Carles Puigdemont e membros de seu governo se encontram em Bruxelas, sede da União Europeia, para onde viajaram após terem recebido oferta de asilo político. No entanto, se não se apresentarem quando forem chamados a depor, podem ter suas prisões preventivas decretadas.

O procurador-geral apresentou denúncia contra Puigdemont e o resto do gabinete catalão, já destituídos, perante a Audiência Nacional (tribunal com sede em Madrid e que tem jurisdição em todo o território espanhol). Eles são acusados de rebelião, insurreição e desvio. Já contra a Mesa do Parlamento da Catalunha, a denúncia foi feita junto ao Supremo Tribunal, pois estes ainda mantém foro privilegiado.

Na sexta-feira (27), após quase um mês de incertezas sobre a situação na região, o Parlamento catalão aprovou, em votação secreta, a declaração unilateral de independência. Os parlamentares de oposição se retiraram do plenário minutos antes e não votaram.

Algumas horas depois da declaração unilateral de independência, o governo espanhol autorizou a aplicação do artigo 155 da Constituição do país, suspendendo a autonomia da Catalunha e destituindo o presidente regional, Carles Puigdemont, e seu governo.

Dissolução

No sábado (28), após o anúncio da intervenção na Catalunha, o primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy ordenou a dissolução da Câmara dos Deputados catalã e convocou novas eleições para o dia 21 de dezembro.

Ontem (29), uma multidão tomou as ruas de Barcelona para defender a unidade nacional sob o lema “Somos Todos Catalunha”. Os organizadores afirmam que mais de um milhão pessoas participaram da manifestação de apoio à unidade espanhola e à decisão do primeiro-ministro, Mariano Rajoy, mas a polícia confirmou apenas 300 mil.

Hoje pela manhã o presidente do Parlamento catalão, Carme Focadell, cancelou a reunião da Mesa da Casa e informou que o órgão foi dissolvido, acatando as ordens do primeiro-ministro.

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