Vinte oito de fevereiro, há dois anos um dia incomum

Se tivesse uma lâmpada mágica, qual seria o seu desejo? A jornalista Juliana Franco pediria para que as mães fossem eternas

28/02/2019 | 14:56
Última atualização: 28/02/2019 | 14:56

Foto: Arquivo pessoal

Vinte oito de fevereiro de 2019. Hoje, o dia amanheceu cinza e chuvoso aqui em Piracicaba. Um pouco melancólico…..assim como eu.

Há dois anos, o dia 28 de fevereiro deixou de ser comum. Ele nasce carregado de saudades e recordações.

Ah, mãe. Tanta coisa aconteceu nestes 24 meses – 104 semanas, 730 dias, 17.520 horas, 1.051.200 minutos ou ainda 63.072.000 segundos –, como preferir. Vou começar contando pelo Pedro (seu preferido….rs). Ele tem surpreendido a todos. Desde então, está trabalhando e faz planos de ir para a faculdade. Meu coração se enche de orgulho e torcida não falta para que ele tenha muito sucesso. Enquanto ao gênio, bom…..este não mudou. Está daquele jeitinho que você conhece. Coisa dos Francos.

Já o meu pai continua se desdobrando para nos fazer feliz. Resolveu dedicar tempo a fotografia e está indo muito bem. Ah, aquele Márcio sério e “secão” foi embora, principalmente quando está ao lado dos meninos. Se contar, ninguém acredita, mas ele se transformou em um vovô babão.

Rodolfo e eu oficializamos nossa união em uma cerimônia pequena, simples e cheia de amor, ao lado dos familiares e amigos queridos. Tive o prazer de contar com a presença do vô China, que também se despediu.

Houve dias tristes, difíceis, outros mais leves e muitos dias felizes. Principalmente depois do presente que Deus nos mandou: os gordelícias – nada me tira da cabeça que você tem um dedinho nesta história.

Ah, mãe, certamente ficaria louca com os meninos. Além de lindos (igual a mãe, é claro), são muito safados e sapecas. Não param um único segundo e simplesmente acabaram com os meus poucos cabelos pretos.

São a alegria de nossas vidas e sei que seria da sua também. Mas tenha a certeza de que saberão quem foi a vô Sandra, a melhor pessoa que conheci na vida. Aquela mulher amada por todos, de abraço único, que espalhava alegria por onde passava. A mulher guerreira, que nem mesmo nos momentos mais difíceis se deixou cair e nunca, nunca mesmo, esqueceu de ser generosa.

Não deixou a generosidade de lado nem ao menos no dia em que nos deixou. Tenho certeza que escolheu esta data porque não queria ninguém triste ao lembrar de sua partida.

Sabia que no dia 28 de fevereiro, ao invés de chorar, toda a família estaria reunida para comemorar, brindar e agradecer por mais um ano de vida do seu grande amor: o meu pai.

Por isto, saiba que hoje já tive o meu momento triste, de nó na garganta e choro. A partir de agora, só tenho alegria e gratidão por ter tido você como mãe e por poder comemorar o aniversário de meu pai. Te amo para sempre.

Juliana Franco

Juliana Franco

Jornalista, sãocarlense, apaixonada por Piracicaba, viciada em café, viagens, boas histórias e livros. Mãe dos gêmeos Lucca e Luigi. | Instagram: @jufrancojor

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