O tempo passa tão rápido. Pare, respire e reflita!

O tempo não espera ser visto, ser apreciado, ele simplesmente passa

07/02/2019 | 15:20
Última atualização: 07/02/2019 | 15:04

Foto: Banco de imagem (Pixabay)

Minha ideia original era um texto sobre o início do ano, os planos, as expectativas, as promessas de ano novo, e aqueles pensamentos e sentimentos que só um início de ano nos trazem. Mas já passou um mês inteirinho desse 2019. E alguns dias do segundo mês. Acho melhor escrever sobre a passagem do tempo então. Apesar que sinto que esses dois assuntos estão meio entrelaçados, já que, a cada ano novo vem aquela sensação de que o tempo passa cada vez mais rápido.

E essa sensação só aumenta. Já li em algum lugar que a percepção do tempo muda conforme ficamos mais velhos. É por isso que, quando éramos crianças tínhamos aquela sensação de eternidade entre um natal e outro, e agora, adultos, a sensação é de que piscamos algumas vezes e já é natal de novo.

Não é só a percepção de tempo que muda né? Os anseios, as crenças, as expectativas mudam.

Quando criança, me lembro muito de querer escolher qual seria o formato do bolo do meu próximo aniversário. Qualquer coisa que eu inventasse, minha mãe dava um jeito de fazer. Ela é uma boleira amadora, mas nunca me deixava na mão. Agora aqui na “adultice” já comemorei aniversário sem bolo, mais do que uma vez.

Eu e minha mãe moramos em cidades diferentes, senão, tenho certeza que ela arrasaria, ainda mais agora que o bolo pode ser redondo mesmo, e não mais em formato de guarda-chuva. Eu acho que não tive tempo de encomendar bolo, e me dou conta que o bolo não era tão importante na comemoração quanto o tempo dedicado à encomenda.

Me parece então que, na idade adulta, escolhemos com o que vamos gastar nosso tempo, já que ele é tão escasso e passa rápido. Porém estamos escolhendo mal, né? Quanto tempo é gasto pra encomendar um bolo, minha gente? Não pode ser tanto assim…

E se ampliamos esse pensamento, começo a questionar quanto tempo destinamos a coisas sem importância real, e quanto tempo estamos deixando de dedicar a coisas que realmente importam.

Eu me preocupo muito em aproveitar a minha vida de uma maneira que não me faça chegar ao final arrependida de não ter feito as coisas que eu queria. Ter nascido com meio céu em sagitário me faz festeira, estou sempre disposta a dedicar o tempo em que não estou trabalhando a alguma coisa divertida. Mas, me pergunto frequentemente: quanto tempo será que eu ainda tenho?

Não é difícil entender que, não importa quanto tempo ainda tenho, vai ser pouco. Sim, a vida é curta. Não importa o número de anos, sempre desejamos mais tempo.

E por que então, desperdiçamos tempo?

Gastamos horas preciosas com assuntos que não são importantes, ou necessários, ou pragmáticos. Dizemos que não temos tempo pra ver os amigos, ou pra fazer exercício (essa sou eu, culpada), ou pra visitar alguém, ou mandar uma mensagem, ou fazer aquele curso, aprender uma língua nova, ou a cozinhar, ou a tocar violão. Onde será que estamos investindo esse tempo?

Certamente poderiam nos ensinar na escola a organizar melhor o nosso tempo. A descobrir logo cedo o que realmente importa, para que nossos minutos sejam investidos ali. Eu tenho certeza que todo mundo na vida um dia chega à conclusão de que gastou tempo com alguma bobagem, e negligenciou alguma coisa importante. Ou alguma pessoa importante.

Eu, que adoro um clichê, concordo que “Os dias são longos, os anos são curtos”. Se cabe a nós escolher aonde vão nossos minutos, porque há tanta gente com essa sensação?

A reflexão dessa vez é, como não desperdiçar tempo em tempos (opa, trocadilho sem intenção…) de informação e notícias na ponta dos dedos? Como garantir que, já que os dias são longos, que pelo menos os anos também sejam?

Bom, o tempo é uma coisa que só passa, o tempo não volta. Então, obrigada por esses minutinhos de leitura.

Se der tempo, me conta como é sua relação com a passagem do tempo também…

Lucila Tonelli

Lucila Tonelli

Cientista social formada pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), coordenadora do CCAA Piracicaba, apaixonada por café, livros e bons momentos com os amigos.

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