Especialista em sono dá cinco dicas para dormir bem

Privado do sono, o corpo tende a apresentar sinais de cansaço e até mesmo doenças virais e bacterianas.

23/04/2018 | 09:30
Última atualização: 22/04/2018 | 20:43

Foto: Banco de imagens (Pixabay)

As pessoas dormem em média oito horas por dia, o que resulta em cerca de um terço da vida em cima de um colchão. Esse tempo deve ser de qualidade, para recuperar as energias e promover a manutenção da saúde corporal e mental. Privado do sono, o corpo tende a apresentar sinais de cansaço, falta de atenção, estresse, desmotivação e até mesmo doenças virais e bacterianas.

“Há importantes acontecimentos durante o sono: aumento da capacidade cerebral, retenção de aprendizados, fortalecimento da memória, regeneração muscular e produção de hormônios essenciais como a leptina, capaz de controlar a sensação de saciedade; o GH, responsável pelo crescimento; e a serotonina, ligado ao prazer”, explica Salomão Carui, médico Otorrinolaringologista especialista em Medicina do Sono, que acaba de inaugurar uma clínica multidisciplinar com um conceito inovador em São Paulo em parceria com o clínico geral Roberto Zeballos, a Clinical Care.

De acordo com o especialista, há diversos problemas ligados ao sono, mas um deles causa mais preocupação. “Quem sofre com apneia tem uma diminuição da oxigenação no sangue e no cérebro nos momentos em que não respira. Com isso, não chega a todos os estágios do sono nem descansa bem, já que a produção dos seus hormônios fica desregulada. Essas pessoas ainda têm maior chance de ter hipertensão, diabetes, colesterol alto, AVC ou enfartar”, aponta o médico.

E para detectar se o paciente sofre com esse ou outros distúrbios ligados ao sono, um dos exames realizado pela sua clínica é a polissonografia domiciliar. O exame monitora uma noite de sono em casa e é feito com um aparelho que se assemelha a um relógio de pulso, com um microcomputador, três sensores que captam frequência respiratória, roncos e posições do corpo e um dedal com sensor de tonometria, que mede tonicidade do dedo, oxigenação tecidual e cerebral, frequência cardíaca, arquitetura e fases do sono.

“O resultado do nosso exame é muito fiel, já que mantém a rotina do paciente de alimentação, horários e hábitos e não requer acompanhamento profissional para ser realizado. O paciente se conecta sozinho ao aparelho, o retira no dia seguinte e nos devolve para analisarmos os dados”, explica Dr. Salomão, que é membro do corpo clínico-cirúrgico do Hospital Israelita Albert Einstein e do Hospital Sírio-Libanês.

Dicas para dormir bem
Para ajudar na missão de melhorar a qualidade de sua noite, o médico otorrinolaringologista especialista em medicina do sono, Salomão Carui, lista cinco atitudes da chamada Higiene do Sono – que deve ser praticada diariamente, assim como as higienes orais e do corpo:

  • Só se deite com sono, mesmo que costume ir para cama sempre na mesma hora. Se estiver deitado sem dormir há mais de 20 minutos, levante e relaxe. Caso esteja com preocupações, anote-as para deixar para o outro dia;
  • Se precisar de um cochilo durante o dia, que seja por uns 20 minutos e nunca até tarde da noite. Procure acordar durante a luz do sol, os ritmos circadianos vão te agradecer;
  • Acostume o cérebro a relacionar cama com sono. Estabeleça um conjunto de comportamentos que apontam o ato de dormir – como escovar os dentes, ler ou ver algo fora do quarto e preparar a roupa do dia seguinte – e deixe o local arrumado, com temperatura agradável e sem demasiada luz e barulho;
  • Não tome substâncias estimulantes antes de dormir, como café, refrigerantes a base de Cola, chá e álcool, nem use tabaco. Se estiver com fome, tome um pouco de leite ou uma infusão relaxante, mas nada de chocolate;
  • Não leia em tablets ou celulares, já que a luz brilhante dificulta o sono, nem se exercite à noite. Como a prática ativa o organismo, a atividade física ajuda a dormir se for feita no mínimo 2 a 3 horas antes de deitar.

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