É uma boa pessoa, mas um péssimo líder

Muitas pessoas tem chefes gentis e bem intencionados, mas, incapazes de influenciar e inspirar as pessoas a se destacarem e agirem.

05/01/2018 | 12:02
Última atualização: 05/01/2018 | 16:15

 

Liderança é um tema fascinante e inesgotável. Sempre há uma nova abordagem, novas ferramentas de gestão, novos cursos, enfim. Mas acredito que a frase do Carl Jung resume muito bem o que nunca pode ser esquecido quando o assunto é desenvolvimento humano:

Ser ‘apenas outra alma humana’ é algo difícil no mundo corporativo, especialmente em tempos de crise, onde o salve-se-quem-puder muitas vezes impera. Mesmo assim, há empresas que já entenderam quão lucrativo e vantajoso pode ser o investimento na qualidade das relações humanas no ambiente de trabalho. Especialmente quando investem em líderes.

No entanto, durante minha trajetória profissional, tenho percebido que algumas empresas ainda cometem falhas primárias de gestão como a de não preparar seus líderes para a tarefa que eles mais terão que executar: lidar com conflitos.

Não é incomum em atendimentos, eu ouvir as seguintes frases de liderados sobre seus líderes: “Tecnicamente ela é excelente, mas quando o assunto é gestão de pessoas…” ou então “Ele é uma boa pessoa, mas um péssimo líder!”.

A premissa de promover à líder profissionais que demonstram muita competência técnica na expectativa de que este ‘arrume a casa’ ainda persiste. Esquecem-se, porém, que saber gerir pessoas também faz parte dessa ‘arrumação’.

É comum também ver critérios de seleção interna que levam em conta apenas o fato da pessoa ter conhecimento técnico e bom relacionamento com os colegas, como se isso fosse o suficiente para a missão de liderar equipes.

Mas então, como avaliar os prejuízos que um líder despreparado pode causar a uma empresa?

Líderes mal preparados podem causar muitos danos ao relacionamento pessoal e profissional de seus subordinados por não saberem quando e como intervir nos conflitos que fatalmente ocorrem em todas as equipes de trabalho.

O resultado disso é sempre desastroso: desmotivação, retrabalho, insumo para ‘rádio peão’, estresse, queda na produtividade etc. Obviamente, em algum momento e de alguma forma, toda essa insatisfação irá impactar negativamente nos resultados da empresa.

E como a lei de Murphy está sempre à espreita, para piorar o cenário, o líder em questão costuma irritar-se com a equipe ao invés de ajudá-la, o que fomenta ainda mais o clima negativo e insalubre.

Em muitos casos, é comum começar um processo de ‘caça ao bode expiatório’ como forma de sanar todos os problemas, ou seja, busca-se um culpado (que nem sempre é o líder) gerando um ambiente ainda mais tenso e improdutivo.

Reverter essa situação de desgaste nas relações de trabalho é um processo difícil. Exige um conjunto de intervenções (a começar pela liderança) que pode demorar um certo tempo para ser percebido e assimilado.

Menos oneroso e mais lucrativo é adotar critérios de desenvolvimento para liderança pontuais e contínuos, e que envolvam o preparo para lidar com ‘a alma humana’; caso contrário, o risco de prejuízo será grande.

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Melissa Oliver

Melissa Oliver

Coaching com psicodrama para carreira, individual e em grupo e coaching para gestores e desenvolvimento de lideranças | www.melissaoliver.com.br

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