Chame o Chef! Resumão da comida japa

Culinária caiu no gosto dos brasileiros e a gastrônoma Thaís Camargo fala sobre os mais variados nomes e tipos da comida.

21/07/2017 | 11:10
Última atualização: 21/07/2017 | 11:02

Foto: Banco de imagens (Pixabay)

É fato que a “comida japonesa” virou modinha por aqui já faz um bom tempo. E por todo lado encontramos restaurantes de “comida japonesa” e esbarramos em “experts” em sushi. Estou usando aspas aqui para deixar claro que a culinária japonesa é muito mais que peixe cru e, antes que você saia por aí se dizendo sushiman depois de aprender a cortar salmão assistindo uns vídeos na internet, saiba que é necessário quase uma década de muito estudo e prática até alcançar o título de itamae-san, um verdadeiro mestre na arte do sushi.

Acredito que a primeira vez, para a maioria das pessoas, não foi algo muito agradável. Por algum motivo, o processo parece se repetir. Experimentar um pedaço de peixe cru…com arroz frio…enrolados em uma alga, não é algo fácil de se encarar. Mas é quase certo que depois desse choque inicial (e 99,9999999% dos casos confirmam isso) essa “comida japonesa” acaba se tornando um vício.

Aí começa toda a aventura. Você quer comer “japa” todos os dias. Quer experimentar cada restaurante que abre com a promessa de te servir uma maravilhosa fatia de peixe cru. E os rodízios de comida japa?! Uma ma-ra-vi-lha. Essa foi a melhor invenção brasileira. Você pode ficar lá sentado por horas só comendo sunomo, teppanyakis makizushis, niguirizushis, gunkamakis…Ok, ok, mas o que é tudo isso?

Então vamos lá, anota aí num papelzinho e guarda na carteira pras emergências:

  • Sunomono é a saladinha agridoce de pepino japonês, muito boa para abrir o apetite.
  • Sushi é qualquer preparação feita com um arroz especial (gohan) temperado com sushizu, uma mistura avinagrada e doce. Não importando o formato, nem se a alga vai por dentro ou por fora.
  • Nori é a alga usada para enrolar os sushis, aquele papel verde estranho.
  • Makizushi ou makimono são os tubos enrolados com alga e depois cortados. Podem ser futomakis, se tiverem mais de um recheio, aqueles gigantes que mal cabem na boca; hossomakis se tiverem um só recheio ou uramaki, se o arroz é que estiver por fora.
  • Niguirizushi são aqueles bolinhos de arroz, sem alga, que levam um pedaço de peixe ou frutos do mar por cima. Adoro os de camarão!
  • Gunkanmakis são os enrolados individualmente, eles não são cortados como os makizushis. Em muitos lugares são montados envoltos em uma fatia de salmão ou folha de acelga. Podem ser chamados de jyo, o melhor.
  • Temakis são os cones recheados com arroz e o que mais a criatividade mandar.
  • Wasabi, o verdadeiro, é um tipo de aipo rábano verde que cresce nas montanhas do Japão, em baixas temperaturas, numa época bem curta do ano. E mesmo lá no Japão, é considerada uma iguaria, ralada em pele de tubarão de tão delicada. Aqui no Brasil o que consumimos é raiz forte com corante, um parente próximo de sabor mais acentuado.
  • E os hashis são aqueles palitinhos de madeira usados para comer os suhis, sashimis e basicamente toda a comida japonesa. Portanto esqueça do garfo e faca, eles não são permitidos a mesa.

Agora que você está preparado, corre para o restaurante japa mais próximo e itadakimasu!

Thaís Camargo

Thaís Camargo

Gastrônoma pelo Centro Universitário Senac de Águas de São Pedro (SP) e professora de gastronomia.

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