Amarelo promete ser a cor da virada em Piracicaba

Natal saiu de cena e os consumidores buscam a roupa ideal para dar boas-vindas ao ano que se aproxima.

30/12/2017 | 11:18
Última atualização: 30/12/2017 | 11:44

Foto: Juliana Franco (PIRADIGITAL)

Mirando na crença de muitos consumidores de que usar a cor de lingerie certa na noite de Ano Novo traz a realização dos desejos, os comerciantes que atuam no setor, em Piracicaba (SP), apostam em coleções especiais para o fim de ano. “É um sucesso. Quando chega o dia 31, nós estamos fechando a loja e vem gente correndo para comprar calcinha e cueca amarela”, cometa a proprietária do Outlet Lingerie, Francini Gomes Silveira.

De acordo com a comerciante, as cores mais vendidas em todos os finais de ano são amarela, branca e vermelha. “Tanto é que nós temos as calcinhas de fim de ano, que são mais elaboradas e vem dentro de uma necessarie. Mas o sucesso são as amarelas, até mesmo mais que o branco. O mesmo ocorre com as cuecas”, comenta.

A gerente da Laçarote Lingerie, Eliz Torina Milani, também confirma que o amarelo é o que mais faz a cabeça dos homens e mulheres que procuraram uma cor especial para passar começar o novo ano.

“As clientes têm procurado, como nos anos anteriores, a cor amarela, que simboliza sucesso ou dinheiro. Essa cor geralmente corresponde a 70% das vendas de calcinhas e a 90% das vendas de cuecas para Réveillon”, aponta.

Na sequencia, segundo Eliz, as mulheres buscam o rosa (que simboliza amor ) e os homens que não compram amarela, optam pela branca. Apesar das preferências, há espaço para inovação quando o assunto são as cores das peças íntimas.

Para conquistar os clientes que preferem novidades, o Outlet Lingerie também apostou na coleção de peças na cor azul. “Esse ano entraram as peças azuis, que simbolizam os desejos de paz. É o primeiro ano que a gente foca no azul, que também tem tido boa adesão”, afirma Francini Silveira.

Peças amarela, branca e vermelha estão entre as mais vendidasFoto: Juliana Franco (PIRADIGITAL)

Crise
Por outro lado, há comerciantes que sentiram o impacto da crise econômica nas vendas de fim de ano. A proprietária da loja Pimenta Lingerie, Luciana Guido Munhoz, acredita que a procura de peças amarelas eram ainda maiores há três anos.

Agora, a empresária percebe que o interesse das clientes em comprar uma lingerie especial para o Ano Novo tem caído em decorrência da crise econômica e que muitas estão até mesmo desacreditadas com relação as cores de lingerie.

“Você quer comprar mais, quer dar de presente, mas não tem condições. A gente percebe que o brasileiro não perdeu vontade de consumir, mas as pessoas compravam mais. Chega a ser preocupante. A situação do país não está boa”, avalia.

Ainda segundo ela, os clientes têm procurado mais por peças básicas que possam ser usadas ao longo do ano e não apenas no período do Réveillon. Luciana destaca que esse receio de comprar também atinge os clientes das classes médias e altas e que os consumidores têm comprado mais para satisfazer a si mesmo do que para presentear.

A projetista da construção civil Aline Bachega Cury é um exemplo de quem não está investindo nas compras de fim de ano. “Para falar a verdade, neste ano não gastei com presentes. Pretendo ainda comprar apenas lembrancinhas”, comenta.

Da  mesma forma, a projetista também não procura usar uma cor específica na virado do ano.”Não costumo ficar presa a cores, uso aquilo que agrada no momento, sem superstições!”.

A secretária Roberta de Freitas também não se importa com as crenças. “Não acredito no poder das cores”, afirma.  Mesma opinião tem a auxiliar de escritório Fernanda Oliveira. “Eu não ligo muito. Não acredito”.

Estratégia
Com a expectativa de vendas inferior ao ano passado, a empresária Luciana diz apostar no bom atendimento e na qualidade dos produtos escolhidos nas coleções. Ela também se preocupa com a acessibilidade dos preços para atender as necessidades dos clientes.

“Eu faço o possível. Faço com amor. O grande diferencial da minha loja é o atendimento. Além disso, tento comprar peças diferenciadas, mas que estejam na faixa de preço. As linhas estão maravilhosas, mas a economia do Brasil não está”.

Arlete Moraes

Jornalista | PIRADIGITAL | arlete@piradigital.com.br

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