Ídolo japonês, que se despediu da Copa do Mundo, iniciou trajetória com novo técnico do XV

Meio-campista Keisuke Honda foi treinado pelo recém-chegado comandante quinzista quando tinha 15 anos.

03/07/2018 | 10:30
Última atualização: 03/07/2018 | 10:35

Foto: Sara Yamaguti

Um dos grandes jogadores da história do futebol japonês, o meio-campista Keisuke Honda, hoje com 32 anos, que disputou a atual edição da Copa do Mundo da Rússia, contou com os cuidados do novo técnico do XV de Piracicaba, Fahel Júnior, em seu início de carreira. Ainda com 15 anos de idade, Honda foi treinado pelo recém-chegado comandante quinzista em uma escola japonesa chamada Seyrio Koko de Kanazawa, onde tudo começou.

No Japão também teve início a carreira de Fahel Júnior em uma nova função, após encerrar sua trajetória como atleta profissional. “Eu trabalhei por muitos anos em colégios e universidades de lá, que são muito fortes no esporte, até chegar ao futebol profissional. Foi nesse período que eu conheci o Honda. Quatro anos depois ele já era titular do Nagoya Grampus, uma das principais equipes do país”, disse Fahel.

Honda foi transferido do Nagoya para a Holanda e começou a trilhar seu caminho de sucesso na Europa, que contou ainda com atuações no CSKA Moscou e Milan. Atualmente, o meio-campista é jogador do Pachuca, do México. “Ele sempre foi um atleta muito inteligente e um canhoto acima da média. O colégio Seyrio não era muito forte nesse quesito e isso fazia com que ele se sobressaísse ainda mais, o que despertou o interesse de diversos clubes locais”, lembrou o técnico.

Questionado sobre como ficaria o coração em um possível confronto entre Brasil e Japão nas quartas-de-final da Copa do Mundo, Fahel não tem dúvidas e recorda de um episódio que já “sofreu” com uma derrota brasileira. “Eu estava lá quando o Brasil estreou nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, com derrota para o Japão, que contava com o zagueiro Matsuda, então jogador da minha universidade. Mas quando se trata de futebol, Brasil contra Japão, claro que pesa muito mais a nossa pátria”, comentou.

O duelo por pouco não aconteceu neste ano. Os japoneses chegaram a abrir 2 a 0 no placar diante da Bélgica, que, entretanto, conseguiu a virada. Se no futebol, em um jogo com o Brasil, o envolvimento com os asiáticos fica de lado, o sentimento permanece na vida de Fahel. “Não esqueço a forte ligação que tenho com o Japão, que me colocou e educou como treinador, em uma época que o país buscava crescer na modalidade e importava muitos profissionais de fora. Então, pude aprender bastante, com técnicos de diferentes nacionalidades”, externou.

Treinamentos da semana
Com os reforços chegando, Fahel Júnior intensificará as atividades com bola nesta semana. “Ainda têm algumas peças para virem, no entanto nosso elenco já tem uma cara. Com isso, posso fazer até mesmo coletivos. Esse é o instante de trabalhar as partes técnicas, táticas e de posicionamento, sempre colocando o modelo de jogo que eu vejo como ideal, ou seja, com muita intensidade, transições, recomposição e organização”, comentou o comandante.

Piracicaba Digital

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