Rodrigo Santos quer tocar com o Call The Police em Piracicaba

Parceiro de Andy Summers e João Barone esteve na cidade com o Barão Vermelho e outros artistas.

09/08/2018 | 14:15
Última atualização: 09/08/2018 | 11:35

Foto: Divulgação (Arquivo pessoal/Rodrigo Santos)

Quem é fã do Call The Police em Piracicaba (SP) já pode sentir uma pontinha de esperança. Pelo menos é o que deu a entender o baixista e vocalista da banda formada por João Barone (Paralamas do Sucesso) e Andy Summers (The Police), Rodrigo Santos, em entrevista ao PIRADIGITAL “É sempre um prazer tocar em Piracicaba! Uma cidade rock n’ roll! Espero conseguir ir com Call The Police aí no Sesc”.

O músico, que esteve na cidade outras vezes com o Barão Vermelho, Lobão, Léo Jaime, Kid Abelha e em carreira solo, conversou com a reportagem por telefone no dia 30 de julho. Além dos projetos pessoais, Santos falou sobre como é estar ao lado de ícones do rock nacional e internacional.

“Tocar com Andy Summers é um sonho, é uma coisa inexplicável e muito emocionante tanto para mim quanto para o Barone. Aliás tocar com o Barone também é uma dádiva. A gente toca há anos, somos da mesma geração e nunca tínhamos feito um projeto inteiro juntos. Mas o Andy Summers é um cara fantástico, generoso, parceiro e um dos maiores guitarristas da história do rock pela revista Rolling Stones.”

 

Andy e Rodrigo durante apresentação/Foto: Divulgação (Arquivo pessoal/Rodrigo Santos)

 

Parceria
Com 25 anos de Barão Vermelho, sete discos solo, dois DVDs e um livro lançados, Rodrigo Santos seguiu fazendo apostas. A mais ousada delas começou em 2012, por meio do seu empresário Paulo Assunção. Foi ele quem apresentou o músico ao guitarrista e fundador do The Police, Andy Summers. Era a oportunidade que precisavam para se tornarem amigos e criarem músicas juntos.

“Parece um sonho que eu nunca imaginei quando eu escutava o The Police nos meus 14 anos. Isso é inacreditável. Eu valorizo a cada dia, respeito muito o Andy. Sou fã do The Police, sou fã do Andy e consigo separar toda essa veneração na hora de ser profissional e fazer o show cantando e tocando baixo”.

Inicialmente, Santos e o ex-parceiro de Sting e Stewart Copeland, tocaram juntos em duas turnês entre 2014 e 2015. O projeto em dupla deveria seguir até 2016. No entanto, no ano seguinte, o nome de João Barone foi cogitado para integrar o grupo.”Em 2017 nós resolvemos convidar o João Barone. Ele até deu o nome de Call The Police. Virou um projeto super bacana e a gente começou a partir para outros lugares do mundo”, explicou.

Entre os países para onde o Call The Police levou sua música estão o Paraguai, Argentina, Chile e, é claro, o Brasil.  Em terras nacionais, os shows passaram por Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Uberlândia (MG), Ribeirão Preto (SP), Fortaleza (CE), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), outros.

“Barone se encaixou como uma luva. Andy quer rodar a Europa, China, Japão, Austrália, Nova Zelândia e Argentina. Quer dez shows. Saí do Barão pra tocar meus 15 shows solo por mês como cantor e compositor, toquei nos quatro últimos Rock n’ Rio seguidos (em carreira solo e pra fazer andar o Call)”.
Integrantes do Call The Police – João Barone, Andy Summers e Rodrigo Santos/Foto: Divulgação (Arquivo pessoal/Rodrigo Santos)

Diário de bordo
A vida na estrada, durante as turnês, tem sido registrada por Rodrigo. A ideia é lançar um livro focado nas vivências por trás dos palcos (a parte menos glamourosa, segundo ele) mostrando como consegue fazer de 10 a 20 shows por mês desde 2007.

“Isso é uma coisa curiosa. As pessoas me perguntam: como é que você consegue inventar tanta coisa? É uma maneira de não perder o meu lado violeiro, de estrada, que eu sempre tive quando era garoto”, explica.

A rotina de 10 shows em 15 dias também é documentada no tempo em que está no avião. “Eu escrevo diários e esses diários estão sendo registrados para lançar um livro ou para fazer alguma outra coisa”.

Além do Call The Police e dos “diários de bordo”, Rodrigo ainda se dedica a parceria com Roberto Menescal e Leila Pinheiros. A motivação para continuar fazendo música, mesmo com uma carreira consagrada, segundo ele, está em seguir tocando rock n’ roll. Seja repertório de Cazuza, Barão ou rock dos anos 80 pra cá.

“O que me motiva é viver de música – o que escolhi fazer quando eu tinha 11 anos de idade – e estar até hoje na estrada”, completa.

 

Grupo passou por vários países com formação à brasileira/Foto: Divulgação (Arquivo pessoal/Rodrigo Santos)

 

‘O espaço a gente cria’
Conquistar um lugar em um cenário musical cada vez mais diversificado poderia ter sido um desafio para a empreitada do Call The Police, mas isso não os afetou. O segredo do sucesso do trio, aliás, não está apenas na qualidade musical esperada da união de artistas já renomados.

Desde 2014 as turnês foram montadas por meio de bilheterias e sem lei de incentivo e, de acordo com Rodrigo, foi fundamental se arriscar. O desprendimento de todos ao irem atrás das casas noturnas e dos lugares onde poderia haver demanda pelos shows também foi determinante. “Querendo fazer um projeto, você tem que acreditar no projeto e ir à luta. E a gente fez isso com o apoio de quem ia ao show”, explica.

E falando em futuro o Call The Police ainda tem muitos planos. Rodrigo, Andy e Barone estão acertando as agendas pra fazerem mais duas turnês em 2019. E se depender da empolgação de Andy, essa parceria vai longe: “Estou muito feliz. Somos uma grande banda de rock. Temos muita coisa pra fazer!”,  escreveu em e-mail para Rodrigo o compositor e guitarrista inglês.

 

‘Estou muito feliz. Somos uma grande Banda de rock. Temos muita coisa pra fazer!’, diz Andy Summers./Foto: Divulgação (Arquivo pessoal/Rodrigo Santos)

Arlete Moraes

Jornalista | PIRADIGITAL | arlete@piradigital.com.br

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