Prevenir à Leishmaniose inclui ambiente limpo para eliminar o mosquito

Secretaria Estadual de Saúde dedica uma semana – 7 a 11 de agosto – a ações de prevenção contra a doença.

27/07/2017 | 12:00
Última atualização: 27/07/2017 | 11:18

Foto: Divulgação

Para combater a Leishmaniose Visceral (LVA), a Secretaria Estadual de Saúde dedica uma semana – 7 a 11 de agosto – a ações de prevenção contra a doença considerada grave e causada por um parasito transmitido para pessoas e cães por meio da picada de um inseto (vetor) muito pequeno, conhecido como “mosquito palha”, que costuma picar ao entardecer e durante a noite. O principal objetivo é conscientizar a população sobre a importância de adotar medidas de prevenção contra a doença.

No ciclo da doença, o inseto pica um cão doente – portador do parasito – e depois pica uma pessoa saudável, que também pode desenvolver a doença. Sem o inseto, não há transmissão da leishmaniose, por isso a melhor prevenção é evitar a proliferação do mosquito palha. As fêmeas põem seus ovos na terra úmida, sombreada e com acúmulo de folhas, frutos e fezes de animais e isso dá início à proliferação do vetor.

Medidas simples para manter o ambiente limpo protegem todos da doença. Cada cidadão deve limpar diariamente quintais e jardins, recolhendo todo material orgânico do chão (fezes de animais, folhas, frutos etc.). É nesse material acumulado que as fêmeas do inseto põem seus ovos e geram uma grande quantidade de novos mosquitos que irão transmitir a doença para pessoas e cães.

Proteção dupla
Para proteger os cães, as recomendações incluem boa higiene dos animais, adoção de medidas que evitem que fiquem soltos na rua e, em municípios onde haja transmissão, como é o caso de São Pedro, o uso de coleiras próprias para a prevenção da doença ou uso de repelentes líquidos, sempre de acordo com orientação do veterinário.

A instalação de telas finas nas janelas e portas das casas, com orifícios menores que 1 milímetro, o uso de mosquiteiros e repelentes também ajudam a manter o mosquito palha distante.

Sintomas
Em humanos, a leishmaniose provoca febre durante muitos dias, perda de peso, fraqueza, anemia e aumento do fígado e baço. Em casos graves podem ocorrer sangramentos. O diagnóstico e tratamento estão disponíveis na rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações que podem pôr em risco a vida do paciente.

Os cães infectados pelo parasito podem adoecer logo ou demorar meses para apresentar sintomas. Todos os cães infectados, mesmo aqueles sem sintomas aparentes, são fonte de infecção para o inseto transmissor e, portanto, um risco para saúde.

Os sintomas nos animais são emagrecimento, queda de pelos, crescimento das unhas, descamação da pele, fraqueza, feridas no focinho, orelhas, olhos e patas. A única forma de saber se os cães estão infectados é por meio de exames específicos de laboratório. O tratamento dos cães doentes não é recomendado, por não apresentar eficácia comprovada.

São Pedro
Os primeiros registros da doença em São Pedro ocorreram em  2007 e persistem até hoje, totalizando 265 casos positivos até o momento. Esses animais foram identificados por meio de inquérito canino, notificação de veterinários particulares ou solicitação direta pelo responsável.

Em 2016, o Controle de Endemias realizou um inquérito sorológico na região com maior incidência de leishmaniose visceral canina, abrangendo os  bairros Dorothea, Cidade Jardim, Mariluz (I, II e III), Nova Estância, Jardim Botânico (I, II, 1000 e 2000), Chácara Bela Vista, São Tomé, Horto Florestal e Jardim São Pedro. Neste inquérito foram examinados sorologicamente 1.283 animais, com a confirmação de 52 casos positivos para a doença.

 

Piracicaba Digital

PIRADIGITAL © 2017 Todos os direitos reservados