Impostômetro atinge marca de R$ 374,7 milhões em Piracicaba

Com o total arrecadado em todo país, seria possível receber 10 salários mínimos por mês durante mais de 17.700 anos.

06/11/2018 | 10:05
Última atualização: 06/11/2018 | 10:11

Foto: Pixabay.

O Impostômetro, painel implantado pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) na capital paulista para registrar o total de arrecadação de impostos pelos brasileiros, eira, 6 de novembro. Em Piracicaba, o total da arrecadação alcançou R$ 374,7 milhões. A Associação Comercial e Industrial de Piracicaba (Acipi) faz o acompanhamento das ações para também divulgar os números locais.

O montante será registrado com um mês de antecedência, se comparado ao ano passado, quando o Impostômetro calculou o mesmo índice de arrecadação em 6 de dezembro de 2017.

Como curiosidade, com esse total arrecadado em todo país, seria possível receber 10 salários mínimos por mês durante mais de 17.700 anos. E se aplicado na poupança, todo esse dinheiro renderia R$ 11,5 milhões em juros por mês.

O painel, localizado na rua Boa Vista, no chamado “centro velho” da cidade de São Paulo, foi implantado no dia 20 de abril de 2005 para chamar a atenção da população para os valores pagos em tributos, que englobam impostos, taxas, contribuições e multas. A estimativa para arrecadação total em 2018, conforme a ACSP, é de R$ 2,388 trilhões, ante R$ 2,172 trilhões no ano passado. Os valores também podem ser acompanhados pelo site www.impostometro.com.br.

Piracicaba
Nesta terça-feira, 6, Piracicaba atinge a marca de R$ 374,7 milhões. Em todo o ano passado, a cidade arrecadou R$ 402,8 milhões de impostos. Neste ano, a estimativa de arrecadação, até 31 de dezembro, é de R$ 446,7 milhões. Para acompanhar o montante referente ao município, a Acipi também divulga os números em arrecadação de impostos registrados pelo Impostômetro.

História
A data escolhida para a inauguração do Impostômetro em 2005 foi a véspera do feriado de Tiradentes, celebrado em 21 de abril. Na inauguração do painel, Paulo Goulart ― um dos mais aclamados atores brasileiros, falecido em 2014 ― subiu ao palco e representou um Tiradentes inconformado com a carga tributária do “Quinto dos Infernos” – o quinto (20%) que os brasileiros pagavam em tributos para Portugal pela exploração das riquezas naturais do Brasil colonial.

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