Implantação do Parque de Lazer do Bongue está em fase final

São 9,7 hectares de área de preservação permanente e 1,2 hectare destinado ao espaço

14/02/2019 | 13:59
Última atualização: 14/02/2019 | 13:59

Foto: Eleni Destro (CCS)

Localizado em uma área de mais de 10 hectares, entre os bairros Jupiá e Bongue, às margens do rio Piracicaba, o Parque de Lazer do Bongue está em fase final de implantação. Serão 9,7 hectares de área de preservação permanente e 1,2 hectare destinado ao parque, propriamente dito, com estacionamento, pista de caminhada, aparelhos de ginástica, playground, mobiliário (bancos, lixeiras, bebedouros) e iluminação ornamental. A área, na avenida Jaime Pereira, é fruto de parceria entre a Prefeitura de Piracicaba (SP) e a Damha Empreendimentos.

De acordo com informações da Secretaria Municipal de Obras (Semob), já estão concluídos a drenagem de águas pluviais, o pavimento asfáltico do estacionamento e o paisagismo (leia abaixo). O alambrado/cercamento está quase pronto, assim como o calçamento de piso intertravado, do qual só resta fazer os recortes e arremates. A acessibilidade está garantida com as rampas, também instaladas.

Equipamentos de ginástica e do playground já tiveram suas bases de concreto concluídas e estão em fase final de instalação. Toda a tubulação e posteamento que integram a iluminação foram executados, restando apenas a instalação da fiação e das luminárias. O mobiliário já foi comprado e será instalado dias antes da entrega do espaço. A construção do bebedouro também já começou.

O prefeito Barjas Negri destaca que o espaço se faz necessário devido ao crescimento da região em que se localiza, a Oeste, que recebeu diversos condomínios. Ele será um local de lazer e de prática de atividades físicas, para estimular o cuidado com a saúde da população.

Muito verde
O paisagismo do Parque de Lazer do Bongue já está concluído. O projeto foi elaborado pela arquiteta urbanista Cláudia de Lima Nogueira e pela engenheira agrônoma Clementina Rossim, coordenadora do Viveiro de Mudas, ambas funcionárias da Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Sedema), com auxílio da engenheira ambiental Tânia Mattos, da Damha.

Foram plantados diferentes tipos vegetais, sendo eles arbóreas, palmeiras e grama. A escolha das espécies utilizadas levou em consideração o aspecto visual da planta, ou seja, as texturas – dos caules e das folhas -, a altura, a forma das copas, as cores das flores e folhas e os frutos. Além dos aspectos visuais, foram estudados a ocupação e o desenvolvimento dos elementos arbóreos no espaço, a fim de estruturar e transformar a paisagem urbana. Entre as 20 espécies sugeridas estão o alecrim de campinas, sombreiro, embiruçu, sapucaia, jequitibá-rosa e rabo de cutia.

Ainda segundo as profissionais, o intuito é que essas espécies qualifiquem o local e proporcionem sensações agradáveis à população. A quantidade de vegetação utilizada amenizará a temperatura do local, além de proporcionar microclima ideal para o espaço. Vale ressaltar que as espécies selecionadas possuem características ornamentais e, devido à proximidade, da Área de Proteção Permanente (APP) do rio Piracicaba, utilizaram-se espécies nativas.

Outra preocupação foi criar um ambiente para atrair a fauna e atender à população. Por isso, haverá um pomar próximo à divisa do terreno com a área institucional e APP. Nele, serão introduzidos frutos nativos, que não são popularmente conhecidos, como araçá (amarelo e vermelho), cereja-do-rio-grande, abiu, pitanga (vermelha e preta), cajá-manga, entre outros.

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