Exportações melhoram resultados e empregos na indústria de máquinas da região

A previsão foi apresentada nesta terça-feira, 28 de agosto, em entrevista coletiva realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

29/08/2018 | 12:45
Última atualização: 29/08/2018 | 13:43

Foto: Banco de imagens (Pixabay)

As exportações estão garantindo bons resultados para a indústria de máquinas e equipamentos da região de Piracicaba em 2018. As vendas para o mercado internacional, principalmente Estados Unidos e Europa, deverão atingir patamar próximo aos melhores resultados anuais já atingidos.

A previsão foi apresentada nesta terça-feira, 28 de agosto, em entrevista coletiva realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). “Metade dos nossos associados está exportando, o que significa que os resultados chegarão, em parte, ao caixa das empresas na região”, disse Erfides Bortolazzo Soares, vice-presidente da Abimaq e empresário na região de Piracicaba.

A evolução se concentra em nove setores, entre eles máquinas agrícolas, para consumo – como a área de alimentos e têxteis – e indústria de transformação, que atende, por exemplo, a produção automobilística. “São segmentos com foco nos mercados internacionais”, afirmou Bortolazzo.

A indústria de máquinas emprega hoje 298,6 mil pessoas – ou 10 mil postos a mais que no ano passado. Pelas estatísticas da Abimaq, julho registrou ligeira queda –de 4,1% – das receitas em relação a junho. Sazonalidade e vendas represadas em função da greve dos caminhoneiros em maio explicam o recuo.

Apesar da queda na ponta, o crescimento se manteve, com alta de 10,6% nas receitas ante junho último. O resultado garantiu uma ligeira melhora, 4,7%, no resultado acumulado durante 2018. “Devemos crescer 7% esse ano, puxado principalmente pelas exportações”, afirmou o presidente executivo da Abimaq, José Velloso.

Julho de 2018 registrou receitas coerentes com o desempenho sazonal do setor. Em relação ao ano de 2017, houve um crescimento importante. “Devemos ficar perto dos R$ 10,2 bilhões, em função das exportações. O melhor resultado até hoje foi de R$ 11 bilhões”, estimou Velloso.

A alta variação do dólar freia resultados melhores. “Precisamos do dólar em um patamar previsível, pois nossos negócios se estendem por 120 dias, em média”, destacou Bortolazzo. As incertezas na economia e o alto índice de ociosidade dificultam investimentos no Brasil. Os negócios com empresas brasileiras ocorrem basicamente na produção seriada, e não de novas máquinas.

O crescimento do consumo aparente de máquinas e equipamentos no país, de 10,5% em relação a julho do ano passado, foi puxado pela aquisição de importados. Hoje, 60% do consumo é de produtos importados.O nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) no setor cresceu e chegou a 77,3% em julho. A média anual está 5,7 pontos percentuais acima da média de 2017, puxada pelas vendas para o exterior.

A carteira de pedidos ainda emperra na baixa atividade no setor fabricante de máquinas para infraestrutura e indústria de base – os bens sob encomenda. A área de infraestrutura sofre, por exemplo, com cerca de 3.300 obras públicas que estão paralisadas no Brasil.

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