Em dois anos, Patrulha Maria da Penha prende 22 agressores

No período, grupo recebeu 705 medidas protetivas

08/03/2019 | 14:30
Última atualização: 08/03/2019 | 14:30

Foto: Felipe Ferreira (CCS)

A Patrulha Maria da Penha, serviço implantado pela Prefeitura de Piracicaba (SP) de combate à violência contra a mulher, completa dois anos. A data foi lembrada em cerimônia na manhã sexta-feira (8 de março), Dia Internacional da Mulher, na sede da Guarda Civil. Em dois anos, a Guarda Civil recebeu 705 medidas protetivas, realizou 17.080 rondas e prendeu 22 agressores em flagrante.

“A implantação da Patrulha Maria da Penha em Piracicaba garantiu que as mulheres vítimas de violência se sentissem mais seguras para denunciar seus agressores porque elas sabem que terão um serviço exclusivo de proteção. Por dia, a GC recebe aproximadamente 30 medidas protetivas”, ressalta o prefeito Barjas Negri (PSDB).

As medidas protetivas determinam que os agressores mantenham distância da vítima, não ultrapassando um limite mínimo de aproximação. Cabe à equipe da Patrulha Maria da Penha, formada por oito guardas, monitorar essas vítimas 24 horas, em horários e dias alternados. A ronda dos patrulheiros consiste em evitar que os agressores descumpram as medidas protetivas e ameacem ou agridam a vítima. Os guardas-civis, antes de ingressarem nesse grupamento, passaram por treinamentos específicos, capacitando exclusivamente para o trabalho.

A atuação da Patrulha também consiste em entrevistas com essas mulheres, com a finalidade de encaminhá-las a serviços de apoio, como o Centro de Referência de Atendimento à Mulher, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e informando o Poder Judiciário no caso de o agressor descumprir a medida protetiva. Nesses locais, a vítima poderá contar com uma equipe multidisciplinar de profissionais de psicologia, assistência social e advocacia para oferecer suporte no sentido de auxiliá-la a sair do ciclo de violência em que está inserida.

Por meio de chamamento público, realizado pela Prefeitura, as vítimas contam também com o Centro de Integração da Mulher (CIM) – Casa Abrigo Valquíria Rocha, no município de Sorocaba, que acolhe essas mulheres.

De acordo com a comandante da Guarda Civil, Lucineide Maciel, a Patrulha Maria da Penha é um trabalho essencial para a segurança da mulher vítima de violência. “É importante analisar que a mulher, quando chega a denunciar o agressor, na maioria dos casos já sofria outras formas de violência, além da violência física. Mas estas mulheres tiveram coragem para denunciar, para sair do ciclo de violência que estavam inseridas. A mulher precisa saber que o município de Piracicaba dispõe de uma rede de atendimento para dar suporte para que ela saia deste cenário de violência. Como a violência ocorre na maioria dos casos dentro do próprio lar é imprescindível que a mulher denuncie o agressor. No caso da violência doméstica, os filhos que presenciam também são vítimas e podem ser afetados de maneira negativa no seu desenvolvimento psicológico, emocional, acadêmico e social, podendo ainda, quando adulto, reproduzir atos violentos, perpetuando assim o ciclo da violência”, analisa a comandante.

Serviço
Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelos seguintes canais: Guarda Civil (153), plantão 24 horas, Central de Atendimento à Mulher em situação de Violência (180) e Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), na rua Alferes José Caetano, 1.018, telefone (19) 3433-5878.

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