Custo de vida em Piracicaba é o 34º mais alto do Brasil

Levantamento aponta que em média, uma pessoa gasta R$ 13,10 para almoçar em um restaurante considerado barato. O cafezinho sai por R$ 2,25 e a entrada em uma boate por R$ 39.

17/05/2017 | 11:30
Última atualização: 17/05/2017 | 11:46

Banco de imagens/Pixabay

Piracicaba (SP) é a 34ª cidade mais cara para se viver no país. Levantamento realizado pelo site colaborativo Custo de Vida aponta que o município ocupa posições no ranking à frente de capitais como Curitiba (PR), Rio Branco (AC), Palmas (TO), Manaus (AM), Salvador (BA), Teresinha (PI) e Campo Grande (MS).

Os dados são resultados dos preços praticados na área de alimentação, transporte, lazer, moradia e educação. No orçamento do jornalista Lucas Gian, o aluguel é o vilão. “Apesar de achar caro viver em Piracicaba, quando comparado com outras cidades da região, como por exemplo Americana (SP), é mais em conta. No meu orçamento, os campeões dos preços altos são aluguel e alimentação”, diz.

Aluguel e condomínio estão na lista dos mais elevados gastos da designer Mical Costa. “Chega a ser ridículo de caro”, afirma.

Para o designer Clayton Bariotto, a vida noturna é o quesito considerado mais caro. “Em seguida está o aluguel, vestuário e serviços. Em um passeio para comer e se divertir durante a noite, não se gasta menos de R$ 200 em Piracicaba”, revela.

Para o designer Clayton Bariotto, a vida noturna da cidade é muito cara/Reprodução Facebook

De acordo com repórter fotográfica Isabela Borghese, além da cidade ser cara, falta opções em diversos segmentos. “Há pouca diversidade tanto em alimentação quanto vestuário, entretenimento, entre outros. Vou sempre para São Paulo (SP) e lá consigo gastar o mesmo e ter acesso a melhores opções”, conta.

Por outro lado, o advogado Leonardo Marianno acredita que o custo de vida no município é justo. “Piracicaba oferece opções de diversidade de preço com uma gama repleta de possibilidades. Proporcionalmente ao número de habitantes, entendo ser plausível o custo de vida por aqui”.

Dados
A amostragem do site Custo de Vida (www.custodevida.com.br) não é científica e não está presa a elementos econômicos. A ideia é a coleta da média de preços entre diferentes cidades, cada qual com seu perfil. Apesar do caráter indicativo do resultado, o universo das anotações gera um ranking informal da cidade mais cara e mais barata para se viver.

Em Piracicaba, a pesquisa aponta que em média, uma pessoa gasta R$ 13,10 para almoçar em um restaurante considerado barato. O cafezinho sai por R$ 2,25 e a entrada em uma boate por R$ 39. O quilo do pão francês custa R$ 9,16.

Para viver em uma kitnet localizada em uma área de baixo custo, o aluguel sai, em média, por R$ 675 por mês. Em uma região mais valorizada é necessário desembolsar cerca de R$ 850.

O aluguel de apartamento de três quartos em uma região barata sai por R$ 1.050 e na mais cara R$ 1.475, em média.
O preço da passagem do transporte público custa cerca de R$ 3,60. A diária de uma faxineira sai por R$ 120 e o ingresso do cinema R$ 20.

Na área de educação, a mensalidade da pré-escola custa  R$ 566,67, do ensino fundamental sai por R$ 650 e do ensino médio R$ 1.050. Para fazer faculdade particular, a pessoa precisa desembolsar cerca de R$ 1.020.

Ranking
Santos (SP) é a cidade mais cara do Brasil para se viver, seguida do Rio de Janeiro (SP) e Brasília (DF).  Entre os municípios mais baratos estão Antonina do Norte (CE), Juazeiro do Norte (CE) e Ponta Grossa (PR).

Juliana Franco

Diretora de Jornalismo | PIRADIGITAL | juliana@piradigital.com.br

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