Câmara recebe pedido de impeachment do prefeito Barjas Negri

Pedido foi apresentado pelo representante comercial José Edvaldo Brito, na segunda-feira (6).

07/08/2018 | 12:00
Última atualização: 07/08/2018 | 11:18

Foto: Fabrice Desmonts (Câmara de Vereadores de Piracicaba)

O representante comercial José Edvaldo Brito ocupou a Tribuna Popular, da Câmara de Vereadores de Piracicaba, na segunda-feira (6 de agosto), na 41ª reunião ordinária para destacar o pedido de impeachment do prefeito municipal Barjas Negri (PSDB), que foi condenado em segunda instância, por improbidade administrativa, pelo TJ (Tribunal de Justiça), no caso envolvendo a compra de colchonetes para a secretaria de Educação, por problemas de falta de vagas em creches.

“É a grande oportunidade de o senhor Barjas Negri ter a chance de se defender e provar que é inocente. Ele tem cerca de ’22 processos’ por improbidade. Pelo julgamento, eles declaram o prefeito inelegível e com os direitos políticos cassados por três anos. Ele recorreu a tribunais superiores, já não tem os direitos cassados, mas em segunda instância está condenado. Qualquer um que entrar e pegar este processo vai ver. Se não bastasse isso, no TJ-SP tem três processos de bloqueios de bens em fase de recurso. Um deles já não aceitou os embargos”, disse Brito, ao reiterar seu pedido de impeachment.

Brito também disse que o prefeito, por onde passa, é denunciado, a exemplo do que ocorreu em Brasília, no Ministério da Saúde, quando enfrentou uma CPI, a dos Sanguessugas. “Não sou eu que estou dizendo e sim o Ministério Público e a Justiça”, disse.

Brito enumerou datas dos processos por improbidade administrativa impetrados contra Barjas nos anos de 2017 e 2018. “Sou presidente do PR, mas preferi entrar como cidadão. Se tive três mil votos, represento três mil pessoas. Represento aquele que está esperando uma cirurgia e não consegue fazer”, concluiu.

O vereador José Aparecido Longatto (PSDB) se pronunciou, dizendo que reconhece o direito de Brito em pedir o impeachment. Na sequência, comentou sobre processos movidos contra a empresa em que Brito é sócio. “Essa Casa tem que saber quem fala a verdade”, disse.

O vereador Laércio Trevisan Jr. (PR) também se manifestou sobre o assunto e, disse que questões particulares são diferentes de questões públicas, sendo que cabe à esta Casa, no artigo 31 da Constituição Federal, fiscalizar o poder Executivo.

Piracicaba Digital

PIRADIGITAL © 2017 Todos os direitos reservados