Câmara gasta R$ 171 mil com polpa de frutas, chás, temperos, verduras, legumes e ovos

Alimentos serão fornecidos para o refeitório da Casa de Leis por um ano e vão servir 178 servidores, 23 vereadores e 80 estagiários.

09/11/2018 | 14:52
Última atualização: 09/11/2018 | 15:56

Foto: Fabrice Desmonts (Câmara de Vereadores de Piracicaba)

Noz-moscada, ervilha-americana fresca, polpa de framboesa e de amora, além de batata binge e chás. Estes são alguns dos itens licitados pela Câmara de Vereadores de Piracicaba (SP) que, em 2019, vai gastar R$ 171.795,41 em compras de polpa de frutas, legumes, ovos, verduras, temperos e chás – valor médio de R$ 14.316 por mês.

O cardápio tem como finalidade servir gratuitamente, no refeitório da instituição, os 178 servidores entre efetivos e comissionados, 23 vereadores e 80 estagiários no próximo ano. De acordo com os dados disponíveis para consulta no Portal de Transparência, o valor agrupa quatro licitações, que entrarão em vigência a partir de 02 de janeiro de 2019.

Entre os alimentos adquiridos na licitação de número 62/2018, correspondente ao fornecimento de Hortifrutigranjeiros (legumes e ovos), estão a aquisição de 2,3 mil quilos de tomate maduro para salada (R$ 6,27 cada quilo), 2 mil quilos de batata binge (R$ 3,32 cada quilo), 1,1 mil quilos de limão taiti (R$ 10,45 cada quilo), 900 quilos de cebola (R$ 3,00 cada quilo), 800 quilos de chuchu (R$ 3,14 cada quilo), 800 maços de brócolis (R$ 5,52 cada unidade), 800 quilos de cenoura (R$ 3,70 cada quilo) e 750 caixas de ovos (R$ 5,60 cada uma).

Há também legumes mais incomuns como, por exemplo, quiabo (foram licitados 150 quilos a R$ 11,90 cada), berinjela (300 quilos a R$ 4,65), nabo (20 quilos a R$ 5,03), ervilha-americana fresca (50 quilos a R$ 36) e jiló (50 quilos a R$ 6,55). Com a junção de outros alimentos de menor quantidade, a compra chega a R$ 83.217.

Entre os alimentos escolhidos estão 310 quilos de alho/Foto: Banco de imagens (Pixabay)

Verduras
Já na licitação 61/2018, para o fornecimento de hortifrutigranjeiros (verduras), constam 1,7 mil alfaces-crespas (R$ 2,85 cada unidade), 1,2 mil maços de cheiro-verde (R$ 2,70 cada), 1,1 mil maços de rúcula (R$ 3,10 cada unidade), 310 quilos de alho (R$ 28 cada quilo), 500 maços de almeirão (R$ 3,33 cada unidade), 500 alfaces-americanas (R$ 2,94 cada unidade) e 310 alfaces-roxas (R$ 3,14 cada unidade).

Também fazem parte da compra 360 alfaces-lisas (R$ 2,94 a unidade), 900 chicórias (R$ 3,00 a unidade), 330 alfaces mimosa japonesa (R$ 3,04 a unidade), 740 couves-manteigas (R$ 3,14 a unidade), 440 maços de agrião (R$ 3,14 cada unidade), entre outros de menor quantidade. O contrato foi licitado a um custo de R$ 35.078,61.

Polpa de frutas
O cardápio de 2019 também inclui o fornecimento parcelado de polpas de frutas. Todos os itens foram licitados a uma quantidade de 100 gramas cada pacote.  A licitação é a de número 65/2018  e inclui  polpa de maracujá (400 pacotes a R$ 18,58 cada), polpa de abacaxi (310 pacotes de R$ 14,15 cada), polpa de caju (280 pacotes a R$ 15,69 cada), polpa de acerola com laranja (250 pacotes a R$ 18,10 cada) e polpa de uva (210 pacotes a R$ 16,94).

Há também 70 pacotes de polpa de framboesa (R$ 33,50), polpa de amora (70 pacotes a R$ 18,37), polpa de laranja (170 pacotes a R$ 18,38) e 110 pacotes de polpa de tangerina (R$ 15,30). Com os demais itens, a compra totaliza em R$ 44.199,80.

Noz-moscada está entre os itens selecionados no pregão/Foto: Banco de imagens (Pixabay)

Temperos e Chás
Por fim, a licitação 63/2018 que agrupa o fornecimento de hortifrutigranjeiros (temperos e chás), custou R$ 9,3 mil e inclui itens como noz-moscada em semente a um preço de R$ 153,47, cinco pacotes de orégano (R$ 51,20 cada), 18 pacotes de 100 gramas de chá de camomila (R$ 51,51 cada), 80 quilos de tempero completo artesanal (R$ 43,84), entre outros.

Necessidade
De acordo com a Câmara, a compra dos alimentos foi necessária por causa do término do contrato de fornecimento e da necessidade dos itens para a Casa de Leis. Segundo a assessoria de imprensa, o número de refeições diárias servidas no refeitório não é fixo, pois o giro da presença é grande, principalmente dos comissionados que, quase a totalidade, é de assessores parlamentares.

O refeitório é uma conquista da categoria dos servidores públicos da Casa de Leis. Tem acesso a ele os servidores efetivos e comissionados, os vereadores e os estagiários, mantidos por meio do convênio Centro Integração Empresa Escola (CIEE).

 

Arlete Moraes

Jornalista | PIRADIGITAL | arlete@piradigital.com.br

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