As margens do rio Piracicaba, Parque de Lazer do Bongue está concluído

Espaço na avenida Jaime Pereira conta com pista de caminhada, academia ao ar livre, playground, mobiliário, iluminação ornamental e paisagismo

06/03/2019 | 14:01
Última atualização: 06/03/2019 | 14:01

Foto: Justino Lucente (CCS)

Localizado às margens do rio Piracicaba, na Avenida Jaime Pereira, o Parque de Lazer do Bongue está concluído e é utilizado pela população. Implantado em uma área de mais de 10 hectares, entre os bairros Jupiá e Bongue, possui estacionamento, pista de caminhada, aparelhos de ginástica, playground, mobiliário (bancos, lixeiras, bebedouros) e iluminação ornamental. O parque, fruto de parceria entre a Prefeitura e a Damha Empreendimentos, não teve custo para o município.

São 9,7 hectares de área de preservação permanente e 1,2 hectare destinado ao parque, propriamente dito. Para o prefeito Barjas Negri (PSDB), o espaço se faz necessário devido ao crescimento da região em que se localiza, a Oeste, que recebeu diversos condomínios. “O Parque do Bongue será um local de lazer e de prática de atividades físicas, para estimular o cuidado com a saúde da população”, disse.

Além da possibilidade de a população se exercitar por meio das caminhadas e dos exercícios na academia ao ar livre, o Parque de Lazer será um espaço para contemplação da natureza e descanso. Nesse sentido, foi pensado um projeto paisagístico, elaborado pela arquiteta urbanista Cláudia de Lima Nogueira e pela engenheira agrônoma Clementina Rossim, coordenadora do Viveiro de Mudas, ambas funcionárias da Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Sedema), com auxílio da engenheira ambiental Tânia Mattos, da Damha.

Na área, foram plantados diferentes tipos vegetais, sendo eles arbóreas, palmeiras e grama. A escolha das espécies utilizadas levou em consideração o aspecto visual da planta, ou seja, as texturas – dos caules e das folhas -, a altura, a forma das copas, as cores das flores e folhas e os frutos. Além dos aspectos visuais, foram estudados a ocupação e o desenvolvimento dos elementos arbóreos no espaço, a fim de estruturar e transformar a paisagem urbana. Entre as 20 espécies sugeridas estão o alecrim de campinas, sombreiro, embiruçu, sapucaia, jequitibá-rosa e rabo-de-cutia

Ainda segundo as profissionais, o intuito é que essas espécies qualifiquem o local e proporcionem sensações agradáveis à população. A quantidade de vegetação utilizada amenizará a temperatura do local, além de proporcionar microclima ideal para o espaço. Vale ressaltar que as espécies selecionadas possuem características ornamentais e, devido à proximidade, da Área de Proteção Permanente (APP) do rio Piracicaba, utilizaram-se espécies nativas.

Outra preocupação foi criar um ambiente para atrair a fauna e atender à população. Por isso, haverá um pomar próximo à divisa do terreno com a área institucional e APP. Nele, serão introduzidos frutos nativos, que não são popularmente conhecidos, como araçá (amarelo e vermelho), cereja-do-rio-grande, abiu, pitanga (vermelha e preta), cajá-manga, entre outros.

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