Acidentes com animais peçonhentos aumentam 13% em Piracicaba

Número de picadas passou de 1.170, nos nove primeiros meses de 2017, para 1.325 no mesmo período de 2018. Um óbito foi registrado na cidade.

07/11/2018 | 12:30
Última atualização: 06/11/2018 | 22:19

Foto: Divulgação

Os acidentes envolvendo animais peçonhentos aumentaram 13% nos nove primeiros meses deste ano, em Piracicaba (SP). De acordo com a Secretaria de Saúde, entre janeiro e setembro o número de picadas passou de 1.170, em 2017, para 1.325 no mesmo período de 2018. No ano passado, um óbito foi registrado.

Segundo informações do Ministério da Saúde, entre os animais peçonhentos que mais causam acidentes no Brasil, estão os escorpiões. Em Piracicaba (SP), esses são os responsáveis pela maioria dos casos.

Na região, a Santa Casa de Piracicaba é a única que possui o soro antiescorpiônico, usado para tratar o ferimento. Em caso de acidentes, a vítima deve procurar uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) mais próxima. A única ação imediata que pode ser realizada é lavar o local da picada com água e sabão, além de fazer compressas de gelo.

Segundo a coordenadora das Urgências e Emergências, Flávia de Sá Molina, quando existe uma sintomatologia mais grave é dado o primeiro atendimento na UPA e, caso ocorra a necessidade, o paciente é encaminhado à Santa Casa local.

A gravidade do quadro clínico depende de vários fatores, como espécie e tamanho do animal agressor, quantidade de veneno inoculado, número de picadas, massa corporal da vítima e sensibilidade ao veneno, tempo decorrido entre o acidente e o tempo de atendimento médico.

De acordo com informativo divulgado pela Santa Casa, a vítima não deve ser submetida a amarras ou torniquetes, aplicação de qualquer tipo de substância, corte, queimadura ou perfuração no local da picada, ingestão de bebidas alcoólicas ou outros líquidos como álcool, gasolina ou querosene, já que estes não melhoram o quadro e podem agravar a situação.

Perigo aumenta no verão
Os escorpiões costumam aparecer durante as altas temperaturas e os períodos de chuva. Ficam escondidos em terrenos baldios com mato e lixo, embaixo de pedras, pilhas de tijolos, telhas e montes de lenhas, buracos e frestas nas paredes, muros, rodapés soltos e em forros de madeira.

Quando desalojados, os animais também podem procurar caixas de brinquedos, embaixo de tanques de lavar roupa ou tapetes. Por essa razão, os pais devem ter atenção redobrada com as crianças, que são particularmente vulneráveis aos efeitos de um ataque (60% das vítimas fatais estão na faixa etária abaixo dos 14 anos).

Prevenção
Para prevenir o aparecimento desses vilões é necessário manter a casa livre de lixo acumulado ou entulhos, fechar buracos e frestas das paredes, janelas, portas e rodapés e sacudir roupas, sapatos e toalhas de banho antes de usá-los. Também é importante verificar colchões e roupas de cama antes de se deitar, evitar o acúmulo de lixo e entulho perto da casa, não guardar objetos embaixo da cama e afastar esta das paredes.

Já os que precisam desenvolver atividades na zona rural ou fora de casa, precisam ter atenção ao capinar ou pegar lenhas. Além disso, usar botas quando estiverem em meio a folhas, capim seco e úmido e preservar os sapos (já que estes são predadores naturais dos escorpiões) são maneiras de evitar o problema.

O Centro de Controle da Zoonoses realiza visitas de orientação para prevenção contra escorpiões, por solicitações via SIP 156.

Outros animais
São considerados animais peçonhentos aqueles que possuem presas, ferrões, cerdas, espinhos entre outros, capazes de envenenar as vítimas. Além dos escorpiões, estão entre os que mais provocam acidentes, algumas espécies de serpentes, aranhas, lepidópteros (mariposas e suas larvas), himenópteros (abelhas, formigas e vespas), coleópteros (besouros), quilópodes (lacraias), peixes, cnidários (águas-vivas e caravelas), entre outros.

 

 

 

 

Arlete Moraes

Jornalista | PIRADIGITAL | arlete@piradigital.com.br

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